quinta-feira, fevereiro 29, 2024
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    Casar pra quê?

    Quando você ouve a palavra casamento o que te vem à mente? O que te faz sentir?

    Será que as expectativas que borbulham em sua mente são as mesmas que te fazem transbordar no sentir?

    Grande parte dos relatos que ouço nas sessões de terapia vem de crenças limitantes que surgiram através de mídias de massa, ou seja, ideias geradas por filmes românticos, pela novela, por programas sensacionalistas, sites, rádios, músicas e outros, que trazem ideias do que seria, ou não, um relacionamento ideal. Ainda há outras fontes de expectativas que surgiram da crença e influência de ancestrais ou com a experiência alheia.

    A grande verdade se encontra nas entrelinhas, no invisível, dentro de você, na forma como você se sente em relação ao outro!

    É você e somente você que poderá definir o que é um relacionamento amoroso ideal. Ele só pode ser construído pelos dois seres humanos que ocupam o espaço do casal, ninguém mais deve estar ali.

    Um relacionamento saudável começa com a identificação do próprio ser no outro, onde te preenche e faz brotar o melhor de você. É aquele que te inspira a ser melhor e te cativa a admiração pelos próprios gestos trocados no dia-a-dia. O relacionamento a dois saudável é aquele que te acolhe, que te abriga inclusive de si mesmo muitas vezes.

    Se faz soma, companheirismo, onde a comunicação é sempre fluida e se pode mostrar-se vulnerável ao outro. Não há o medo da partilha pois há compreensão da posição de ser humano, antes de qualquer outra, dentro do relacionamento, onde tudo é aprendizado com foco em união e respeito às diferenças de ambos.

    Você deve se perguntar agora: isso não seria um relacionamento perfeito, portanto, uma utopia? Pois bem, perfeição não existe mas um relacionamento em constante aprendizado e portanto, saudável, sim!

    É necessário a compreensão de que somos seres humanos em constante mudança, logo, o que éramos ontem já não somos mais no amanhã. É necessário acompanhar esta verdade com atenção para se manter o equilíbrio dentro de uma relação.

    Assim como o respeito mútuo e o ato da escuta. Ferramentas importantes para fortalecer a união entre ambos. A comunicação não violenta também é um hábito imprescindível a ser praticada, pois demonstra o ato de importar-se com o outro, de forma terna, tornando desnecessário o julgamento tanto nos atos quanto nos pensamentos.

    As desavenças surgem da má compreensão de si mesmo e da autoresponsabilidade em relação ao outro. Quando praticamos o autoconhecimento e compreendemos sobre a necessidade de uma boa digestão emocional adquirimos independência emocional, confiança em nós mesmos e maior clareza de nossos sentimentos, tornando assim nossas escolhas mais harmônicas em relação ao relacionamento com quem amamos.

    Fazer terapia é um ato de amor para consigo e para com o outro. Ao contrário do que muitos pensam terapia não é só para quem tem problemas. Na grande maioria das vezes ela auxilia para que os problemas não apareçam, pois cultivam o autoconhecimento e a expansão da consciência, a fim de tirar as muletas sociais impostas no sistema ao qual vivemos hoje, para que possamos gerar asas. Cabe a você alçar voo.

    Um abraço com carinho,

    Raquel Toledo

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