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terça-feira, julho 16, 2024
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    O amor pelos animais de estimação

    Seria o desenvolvimento do amor pelos animais um aprendizado preparatório para a chegada dos futuros filhos?

    Existe uma história budista que relata essa teoria. Ela se inicia no dia em que um jovem aprendiz questiona seu mestre sobre suas inseguranças como monge devotado e pede-lhe um conselho sobre como saber qual caminho certo a tomar. Caso ele escolhesse a vida fora do monastério, qual seria o momento certo para casar-se e ter filhos.

    O mestre sábio, então, responde: “Adote uma planta, leve-a para casa, cuide dela com dedicação, dê-lhe sol, água, adubo e observe-a crescer e se desenvolver por um ano. Se ela florescer e frutificar, adote um animal, observe-o crescer, se desenvolver e criar sua família. Se dentro de um ano todos estiverem gozando de saúde, você está pronto para iniciar o relacionamento amoroso e ter filhos. Assim ele compreenderia o que é necessário para esse caminho”.

    Refletindo sobre essa lição, em qual parte do caminho você estaria? Pulou alguma etapa? Se sim, avalie com clareza se ao entrar no relacionamento atual eu trago comigo a paciência, a tolerância, o cuidado, a amorosidade, a clareza de pensamentos e a digestão emocional, em mim desenvolvidos e transbordando, necessários para entrar em uma vida a dois saudável.

    Muitos casais possuem o sonho de adotar um animalzinho e colocando-os no lugar de filhos. Outros acabam por entrar em um relacionamento com um companheiro que não gosta de animais ou plantas. Outros ainda, ao entrar em um relacionamento, colocam seu próprio companheiro no lugar dos filhos. Assim vamos observando diversos comportamentos refletindo um despreparo para relacionar-se a dois.

    Calma, não é o fim do mundo. É possível ajustar completamente o relacionamento de forma saudável, partindo da vontade de ambos do casal, o aprendizado do autoconhecimento e compreensão de que não há competição ou expectativa para com o outro e sim o resultado do trabalho realizado em si mesmo, refletido no companheiro.

    Quanto mais compreendemos a nós mesmos, mais podemos compreender o outro, quanto mais buscamos respostas dentro de nós, o lado de fora se resolve com facilidade e sutileza.

    Tudo o que ocorre ao nosso entorno é reflexo do que necessitamos ajustar em nosso interior. Mesmo aquilo que por ventura ainda não compreendemos ou saibamos lidar momentaneamente.

    A convivência com nossos irmãos animais pode nos ensinar todos os pré-requisitos para o preparo ao convívio com nós mesmos. Nesse aprendizado então em seguida estaremos prontos para conviver com o outro em um relacionamento amoroso.

    Os animais nos proporcionam um aprendizado único e verdadeiro quando nos permitimos a observar neles os espelhos proporcionados em seu próprio comportamento e saúde. Através da observação de nossos sentimentos, atitudes e pensamentos podemos compreender os padrões carregados e como mudá-los. Através dessa mudança nos tornamos preparados para lidar com o mundo a nossa volta.

    Só quem recebe a dádiva de conviver com um animal, de que espécie for, com esse olhar, se torna um ser humano compassivo, sábio e autoresponsável, pronto não apena para um relacionamento a dois mas a três ou quatro ou quantos humaninhos vierem da soma da vida a dois.

    Você já se perguntou o motivo de existirem outras espécies neste planeta além da humana? Já se perguntou o motivo deles existirem em conjunto a nós humanos? Já se perguntou também como se sente ao olhar profundamente nos olhos de um animal não humano?

    Se nunca teve esta experiência, lhe recomendo fortemente. Aos corajosos que se permitem esse momento na verdade estão permitindo-se olhar para dentro de si mesmos.

    Os irmãos animais são ferramentas de auxílio para o aprendizado humano, eles vêm à Terra na missão de servirem de espelhos para que enxerguemos nossas dores mais profundas, através deles. De sua convivência, ao observarmos seu comportamento, saúde, olhar, tom de voz e outros tantos momentos que podem ser sutis a nossa percepção, mas que demonstram o que necessitamos observar e ajustar em nós.

    Eles o fazem por possuírem amor incondicional, ou seja, amor livre de qualquer imposição ou condição para que nos ame, para nos ensinar, que assim também devemos amar o outro, pelo simples fato dele existir.

    Dessa forma compreendemos que atraímos para nós o que vibramos, o que possuímos em nós em sombra ou luz, que deve ser vivenciado e aprendido ou ressignificado.

    É assim que os relacionamentos a dois se formam, sem que percebamos. Na sutileza da vida, onde apenas compreendemos que nos cabe uma escolha, quando na realidade, a escolha já foi feita muito antes de nos ser consciente. Pelo que cultivamos a nós mesmos, em pensamentos, palavras e atitudes, atraindo um ser semelhante ou oposto a nós, mediante ao que necessitamos ver e reformar no lado sombra ou luz dentro de nós.

    Posso também renomear como nosso lado de defeitos e qualidades. De erros e acertos, de reforma e contemplação. Como quiser nomear, estão lá, dentro de cada um de nós. Ambos são parte de nós e do mesmo caminho único ao qual percorremos, o da certeza do aprendizado percorrido e do quanto ainda em nós podemos dedicar os esforços em prosseguir, em continua caminhada de descobertas.

    Confie, busque respostas dentro de você e as respostas virão aos seus olhos, para serem ressignificadas.

    Ainda possui dúvidas ou precisa de ajuda? Escreve para mim, vamos olhar para o seu caso e conversar a respeito.

    Um abraço com carinho,

    Raquel Toledo

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