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terça-feira, julho 16, 2024
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    Plataformas auxiliam a administrar as finanças do casal

    Em uma das minhas buscas pelo tema financeiro para casais, encontrei diversas empresas que oferecem soluções digitais para auxiliar os casais a administrar as finanças através de plataformas e aplicativos.

    Para entender melhor como funciona a plataforma de finanças compartilhadas para casais, eu fiz uma entrevista com a Ana Zucato, que é Founder e CEO da Noh, uma plataforma que permite a criação de uma conta conjunta para o casal através de um aplicativo.

    Antes das perguntas, Ana, agradeço se falar sobre a motivação para criar essa plataforma.

    A motivação de ter criado essa empresa foi o meu próprio caso, porque quando o meu marido veio morar comigo durante a pandemia, eu me choquei com essa realidade que eu nunca tinha percebido, e na realidade um problema de todo mundo, ou seja, não existia um aplicativo de conta conjunta, e fiquei com aquela cara de “Como assim, sabe?”

    Acreditamos muito que se o dinheiro é dos dois, os dois tem que ter acesso, os dois tem que ter visibilidade e precisam parar de brigar sobre tudo que se refere ao tema de dinheiro.

    1. Quais são os tipos de contas bancárias oferecidas?

    O primeiro tipo funciona melhor para casais que já são casados ou que já tem um pouco mais de patrimônio, que querem juntar todo o dinheiro.

    O segundo tipo eu vejo mais comum com os namorados, então eles ainda não moram juntos e ainda o grosso das despesas deles ainda está separado, então utilizam a plataforma para começar a ter uma relação mais íntima, mais próxima com o dinheiro, mas ainda de forma que cada um mantenha a sua individualidade.

    Recentemente lançamos as caixinhas de investimento, então dentro do próprio aplicativo, independente de qual tipo de conta escolher, tem caixinhas de investimento que o casal pode criar e investir juntos.

    2. O que você aconselha para os casais que têm necessidades financeiras diferentes?

    A sugestão que damos aos nossos clientes, primeiro deve haver muito diálogo, é a primeira barreira necessária para o casal romper, a pessoa precisa falar quais são as necessidades, quais são os valores, quanto ganha, quanto gasta, se está endividado ou não, quais são os sonhos, e a pessoa deve pontuar e fazer exatamente a mesma coisa. E vi aqui Camila, que você já escreveu em outros artigos sobre isso, deixando claro essa etapa, o que é fundamental!

    Durante esse momento do diálogo, o que mais enxergamos quando os casais têm necessidades muito diferentes é definir quanto do salário de cada um vai para o orçamento conjunto e quanto vai ficar nos orçamentos individuais.

    O orçamento conjunto vai para uma conta conjunta e os orçamentos individuais podem ficar nas contas individuais de cada um, e com isso o casal garante que consegue cobrir o que é do casal e, ao mesmo tempo, manter as individualidades e as necessidades que são individuais.

    3 – Como você recomenda que os casais planejem as suas finanças conjuntas?

    Camila, acreditamos muito que o primeiro passo é uma madura conversa, o primeiro passo é ter essa conversa e se alinhar no fato de que vamos falar de finanças.

    Casais que estão indo casar já podem montar um orçamento com esse objetivo, ou até dividir em subtópicos do casamento, do tipo, a festa, a lua de mel, a despedida de solteiro.

    Seja uma reserva de emergência, seja uma viagem, seja o próprio casamento. Então, é muito interessante ver como que os casais começam a se organizar criando uma meta de budget, sabe? É isso.

    4 – Quais são os principais desafios que os casais enfrentam em relação às finanças?

    Sem dúvida a experiência reforça, o diálogo é o principal desafio, este tabu precisa ser quebrado e começar a se unir mesmo, ter papos transparentes e abertos sobre o tema. O segundo desafio é organizar tudo.

    Ninguém tem tempo para planilha hoje em dia. Em resumo, os principais desafios, o primeiro é o diálogo, o segundo é a praticidade e o acesso ao dinheiro, e o terceiro é essa sobrecarga que sempre tem uma pessoa que acaba se prejudicando ainda mais, sabe?

    Eu tenho um dado que no Brasil, nos casais heterossexuais, 70% das vezes quem se sobrecarrega é a mulher. Então, novamente, a gente herda como uma carga mental, tem que fazer as finanças da casa, a gente é basicamente a CFO da casa, sabe, gerente do banco da casa.

    Camila Duarte

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